domingo, 6 de abril de 2014

A REALIDADE DAS PESQUISAS

Sucessão na Paraíba

 Estamos exatamente há 6 meses das eleições, e nos últimos dias foram divulgadas três pesquisas de intenção de voto. Me fixei apenas nos números da sucessão estadual e achei por bem mencionar somente os nomes e números de intenção de voto e rejeição dos três principais candidatos ao cargo de Governador da Paraíba.

 Esses Institutos registraram suas pesquisas no TRE, sob os seguintes números: 6 Sigma 00003/2014, Consult 00002/2014 e IPESP 00004/2014, observamos ainda, que há uma certa semelhança entre os números colhidos. Trabalhei com os questionários de consulta estimuladas, aqueles em que são mencionados os nomes dos prováveis postulantes.

 O atual Governador da Paraíba Ricardo Coutinho, teria teoricamente a seu favor, por conta do cargo que exerce uma aparição privilegiada na mídia e abocanharia com isso uma generosa simpatia de parcela da população. No entanto, isso não tem ocorrido, o que se vê é o Chefe do Executivo Estadual com um desempenho sofrível nas pesquisas de intenção de voto e um alto índice de rejeição aferidos através das pesquisas em todas as regiões do Estado. 
 Destacamos, de forma ainda mais acentuada os números de Campina Grande, onde crava a rejeição do Governador em 27%, somando-se a eles mais 10% dos que não votariam em nenhum dos candidatos.  Ricardo Coutinho, totaliza 37%, de rejeição ou seja, em cada dez eleitores campinenses, quase quatro, não votaria nele de jeito nenhum. 
  
 Observando o desempenho do Senador Cássio Cunha Lima, verificamos que o mesmo tem o que comemorar, porque até na Capital do Estado, onde teoricamente ele teria um menor desempenho eleitoral, o mesmo tem um empate técnico com o Governador Ricardo Coutinho e em relação ao item rejeição, ele figura com a menor porcentagem dos três isso em nível estadual.

 O ex-Prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, pela primeira vez postula uma eleição majoritária em nível Estado, portanto leva uma desvantagem diante dos candidatos acima mencionados figurando com a menor porcentagem de intenção de voto e sendo o segundo mais rejeitado.
Veja os números das pesquisa divulgadas - intenção de voto, rejeição e ainda a média extraída das três consultas populares. 


                           PORCENTAGEM DE VOTOS ESTIMULADOS                 

INSTITUTOS       CÁSSIO             RICARDO             VENEZIANO            
6SIGMA                   43,5                      22,5                            14,3                     
IPESP                       43,0                      23,0                            11,0                     
CONSULT                40,8                      23,9                            12,1                     
MÉDIA                    42,4                     23,1                            12,4                      


                                         PORCENTAGEM DE REJEIÇÃO                          

INSTITUTOS       CÁSSIO             RICARDO             VENEZIANO            
6SIGMA                   12,7                      19,3                            11,3                     
IPESP                       16,0                      27,0                            22,0                     
CONSULT                11,5                     21,8                            17,3                      
MÉDIA                    13,4                     22,7                            16,8                      

quinta-feira, 20 de março de 2014

Leite Derramado



 Venho acompanhando as costuras feitas, visando as coligações partidárias para as eleições de 2014. Para mim, não foi surpresa alguma o divórcio entre o Senador Cássio Cunha Lima e o Governador Ricardo Coutinho. Ao longo de 36 meses, Cássio, se transformou em uma caixa de ressonância  das reclamações advindas de, representantes de classes, entidades da sociedade organizada, representantes de servidores públicos deste Estado e da classe política de modo geral, todos, unissonamente falavam da forma ditatorial e grosseira com que o Governador os tratavam.

  O Governo de Ricardo Coutinho, apesar de aqui, acolá ter seus acertos, se perdeu na coisa mais elementar, o trato com o ser humano!
 Agora, ao chegar aos últimos 10 meses de sua gestão e com o desafio de uma reeleição, ele muda o "modus operandi" se tornando um pouco mais flexível e até agradável, coisa muito comum de se ver em políticos em tempos de eleição, porém, os estragos já foram feitos, ou seja, o leite foi derramado.
A Ricardo resta usar a tinta da caneta e a força da máquina, leia-se: nomeações, demissões, ordens de serviços, convênios e as famigeradas promessas, visando com isso, reverter o quadro, o que convenhamos, trata-se de uma tarefa hercúlea.

  A conquista do Vice-Governador Rômulo Gouveia para o seu grupo de aliados, assegurando a ele a vaga de Senador, de momento, foi recebida como uma jogada de mestre, mas com o passar dos dias e o baixar da poeira estamos vendo que onde Rômulo poderia somar mais para a eleição de Ricardo Coutinho que era Campina Grande, isso não ocorrerá, por vários motivos: a desvinculação do voto, a força eleitoral de Cássio e a candidatura de outro campinense, Veneziano Vital do Rêgo. É verdade, que Rômulo tem uma boa aceitação no eleitorado de Campina, mas é real também, que esse eleitorado se concentra em sua absoluta maioria vinculado ao Pré - candidato a Governador, Cássio Cunha Lima, com isso podemos afirmar que Rômulo terá uma certa quantidade de votos para senador, ao contrário do que era esperado pelo atual Governante, esses votos virão em forma de dobradinha, feita espontaneamente pelo povo, com o pré- candidato Cássio Cunha Lima.  

   Assim, verifico que em se mantendo a chapa Ricardo, governador e Rômulo, senador, a diferença de votos pró Rômulo em Campina, em relação a votação que Ricardo Coutinho obterá será um pouco maior.
                    

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Burocracia que empanca o Brasil

               
                                        
 A Caixa Econômica Federal é um dos principais banco de desenvolvimento do Governo Federal, quase todos os financiamentos de obras públicas são realizadas através dela. A morosidade para análise dos projetos e o atraso na liberação dos recursos, se destacam como sua maior característica. Em média, a liberação dos empréstimos duram em torno de mais de três anos, e para deixar o quadro ainda mais caótico se soma a dificuldade dos municípios para conseguirem as suas certidões obrigatórias, que os deixam aptos a contraírem tais empréstimos.
  Resultado disto, são obras importantes de infraestrutura, mobilidade e urbanizações encalhadas por longos períodos, trazendo prejuízos incalculáveis  e atrasos nos desenvolvimentos dos municípios brasileiros.
 Esse mesmo banco, que empanca o desenvolvimento do país, recentemente se apropriou indevidamente de milhares de saldos de contas de clientes, sob o argumento de que não havia movimentação há mais de 5 anos e transferiu esses milhões para a rubrica de lucro do banco. Fato este, amplamente divulgado pela grande imprensa nacional. Apesar do Governo Federal ter conhecimento desse grave defeito do seu Banco de Desenvolvimento, não toma nenhuma atitude para resolver essa paralisia.
  Por outro lado, irrita a todos nós, quando o Governo brasileiro não faz o dever de casa com o seu povo, mas libera volumosos recursos para investimentos no exterior, caso recente do Porto de Cuba, modernizado com recursos extraídos a fórceps do povo brasileiro com a gigantesca e imoral carga tributária. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

MENDIGOS POR OPÇÃO



                                                                    

   Vivenciamos em nosso país, principalmente nas grandes cidades a presença de pedintes em locais estratégicos como calçadões, igrejas, restaurantes, bares, lanchonetes, supermercados, sinais de trânsito, porta de bancos e feiras livres.
   Sabemos que é de extrema humilhação a pessoa se passar para pedir esmolas, digo melhor, é  necessário a pessoa estar passando por uma gigantesca necessidade (fome) para chegar a mendigar.
   Acreditem, em nosso país, não é assim! Muitos deles pedem esmolas por opção. Não descarto no entanto alguns casos isolados, esses os tratarei como exceção. É pouco provável que o pedinte, seja ele de maior idade ou menor, frequentador das ruas deste país não esteja sendo contemplado com um ou mais programas do governo federal e não ganhe uma certa quantia em dinheiro, somados a outros benefícios dos governos estaduais e municipais, como programas: do leite, Sopão e medicamentos.
    A bolsa família e a LOAS - Lei Orgânica da Assistência Social estende esse beneficio também aos deficientes físicos sem a necessidade de haver recolhido um centavo sequer para a previdência, o cidadão que é especial recebe um auxílio de um salário mínimo mensal enquanto que os menores devem estar devidamente matriculados nas escolas tendo assegurado a merenda escolar em um dos turnos e a ajuda do bolsa família para mantê-lo.
   Diante do exposto, proponho que as Secretarias de Assistência Social das cidades, em parceria com o Ministério Público, Curadoria do Cidadão e o Programa Fome Zero, façam um trabalho em conjunto para retirar esses pedintes das ruas do nosso Estado, já que suas presenças nessas situações se tornam inaceitáveis, considerando o efetivo e incontestável apoio dado pelo Estado. Os órgãos envolvidos devem conscientizá-los de que são beneficiários de programas bancados pelos poderes constituídos e que caso sejam flagrados pedindo esmolas correm risco de perderem tal benefício, verifico que seria um caminho possível para debelar esse quadro deplorável que depõe contra nossa sociedade.
   Deixo claro, porém, que nos casos em que se encontre pessoas desamparadas e desassistidas, as assistentes sociais providenciariam a inclusão dos mesmos nos programas, podendo chegar a interná-los em casas de apoio e ainda suplementarmente abrir acesso aos restaurantes populares com o fornecimento de  refeições (almoço e jantar) diários a custo unitário de R$1,00 (Um Real), despesas essas que seriam naturalmente absorvidas pelo executivo municipal.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Médico de Estado - mora onde trabalha






 Sabemos da escassez de profissionais médicos em nosso país, esse problema aumenta e muito nas pequenas cidades do interior. Quanto maior a distância, maior a carência desses profissionais, é natural que as pessoas procurem locais com melhores qualidades de vida para morar, onde tenham a disposição confortáveis condições de saúde, educação e lazer, ainda mais pessoas com um bom poder aquisitivo, ou seja, um certo volume de recursos. Diante desta realidade os homens de branco, priorizam trabalhar nas Capitais ou nas cidades de grande porte, buscando o melhor para si e seus familiares.
  Os Governos sabem disso e deveriam agir com inteligência e rapidez, corrigindo de forma racional esse desequilíbrio. Trazer médicos de Cuba com despesas mensais superiores a quinze mil reais cada, não resolve o problema, até porque parte considerável desses recursos estão indo para fora do nosso país, criando mais uma sangria contra nossa economia, além da questão de adaptação desses profissionais cubanos a realidade brasileira.
  Deveria sim, os Governos Federal e Estadual seguindo os exemplos das carreiras de Juízes e Promotores criarem a Carreira de Médico de Estado, seriam médicos exclusivos do SUS, devidamente concursados e com lotação especifica. Tendo como atrativo, salários dignos e gratificações escalonadas, quanto mais distante for a cidade que ele trabalhar em relação a Capital, maior será o valor da gratificação, somando-se a isso outros requisitos: tempo de serviço, especialização, mestrado e doutorado. Essas remunerações teriam limites é claro, não poderiam ser maior que 95% do que ganha um Ministro do Supremo Tribunal Federal.
  Outro ponto que deve e pode ser resolvido numa comunhão de esforços entre os Governos Federal, Estaduais e Municipais seriam as aquisições de kits de aparelhos médicos hospitalares dotando de equipamentos essenciais pelo menos uma unidade em cada cidade brasileira com laboratório, raio x, ultrassom, eletrocardiógrafo e tomógrafo.
  Alguém irá dizer que isso sairá caro. Tenho certeza que não! Somos um país que temos dinheiro para construir dezenas de gigantescos estádios de futebol, gastando bilhões! Portanto, temos sim, condições de bancar com dignidade a saúde do nosso povo.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Uma Manzuá Repaginada




  No Governo de Tarcísio Butity foi criado na Paraíba a "Operação Manzuá", em 18 de julho de 1988, era uma fiscalização feita pela Polícia Militar com o apoio de outros setores da Segurança Pública, os policiais abordavam os condutores de veículos nas saídas das cidades, Br's e em algumas estradas vicinais do Estado. O nome "Manzuá" significa armadilha de pescar, onde o peixe entra mas não sai.
  Esse tipo de operação foi criada para combater a criminalidade, o assalto a mão armada, sequestro, roubo de carros e outros tipos de crimes. Naquele período, só em João Pessoa a média era entre 45 e 50 veículos roubados por mês. Depois do seu funcionamento este índice caiu a dois e em alguns meses chegou a zero. Os assaltos a mão armada caíram também de onze para um, em 1988.
 Com o passar do tempo a Operação foi perdendo credibilidade, diante de denúncias de recebimento de propinas por parte dos policiais e até de extorsões contra condutores dos veículos quando das abordagens.
Com um certo grau de precipitação o Governo Ricardo Coutinho, em setembro de 2011, decidiu extinguir a Operação Manzuá e desativou aproximadamente 30 (trinta) postos estrategicamente distribuídos por toda Paraíba, a sua alegação era de que ela não mais atendia os objetivos para que foi criada e que substituiria a mesma por blitz em unidades móveis espalhadas pelo Estado.
 O fato é que não demorou muito e os números da criminalidade que já não eram tão bons, passaram a patamares insuportáveis, como foi o caso dos índices de assalto, arrobamento e explosão de agências bancárias, conforme números fornecidos pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba.
- Ano de 2011 foram registrados 72 casos;
- Ano de 2012  foram registrados 63 casos;
- Ano de 2013, apenas o primeiro semestre foram registrados 89 casos.
 Creio que por conta do alto número de ataque a bancos a Secretaria de Segurança não divulgou os números finais de 2013. Utilizando a tecnologia a nosso favor, o Governo Estadual poderia muito bem restaurar a "Operação Manzuá" com instalação de câmeras e centrais de monitoramento. Similar a entrada de um Shopping, isso nas estradas, com parada obrigatória do veículo, filmagem dos seus ocupantes, além do registro da placa e característica do mesmo.
 Obviamente, em caso de suspeitos, a polícia passaria o rádio para a unidade mais próxima que tomaria as providências da apreensão do veículo e prisão de seus ocupantes.
 A sociedade paraibana clama por segurança e o retorno da "Operação Manzuá" auxiliado pela tecnologia, seria um instrumento positivo contra a criminalidade.


domingo, 22 de dezembro de 2013

Campina e outras quadro cidades concentram as Riquezas da Paraíba




 Números recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  - IBGE - mostram que em 2012 (em relação a 2011), os municípios de João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux concentram 57,8% do Produto Interno Bruto - PIB - ou seja, as nossas riquezas. Os outros 218 (duzentos e dezoito)  Municípios Paraibanos detêm apenas 42,2% do PIB.
  Observamos que quatro das cinco cidades estão situadas na região metropolitana de João Pessoa e apenas Campina Grande fica fora desse contexto e está situada na região do Compartimento da Borborema, sendo o Município polo. Mesmo concentrando rendas, elas empregam trabalhadores de dezenas de cidades dos seus arredores e são referências nas áreas do comércio, saúde e na educação.
  Nos números do IBGE, chama atenção o crescimento nominal do PIB de Campina Grande, que foi da ordem de 23,2% (um incremento de 1 bilhão a mais), enquanto que neste mesmo período a média do crescimento brasileiro foi de 9,3%.
   O IBGE também apontou que Campina Grande ultrapassou a casa dos 400 (quatrocentos) mil habitantes através de estimativas feitas já em 2013 e a colocou como a cidade que tem a 8ª (oitava) maior sobrevivência de empresas no país, com média de 84%, percentual fantástico, para uma cidade do interior do Nordeste, enquanto a média no Brasil é de 76%. No Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, outra ótima informação para os campinenses, temos um índice maior que de 97 (noventa e sete)  países do mundo, com valoração de 0,720 (no valor máximo até 1).
   Vivenciando o dia a dia da Capital do trabalho e suas novas conquistas no setor de serviços, indústria, comércio e investimentos públicos, além da explosão da iniciativa privada na construção civil, podemos constatar que os números do IBGE, referente ao ano 2013 também será de absoluto crescimento. Fatos como a desapropriação de uma área de 754 hectares por parte da Prefeitura Municipal, para a ampliação do parque industrial e as cartas de intenção de aproximadamente 80 (oitenta) novas indústrias, entre elas a montadora de ônibus e a fábrica de aviões (de pequeno porte), nos dão a certeza de mais um ano de ouro para nossa economia.
 Outro número a se observar foi que nos últimos 10 (dez) anos, a economia brasileira cresceu em média 19%, enquanto que a Região Nordeste avançou em 41% (porcentagem referente ao mesmo período).
  Finalmente concluímos, que se o Governo Federal cumprir a sua parte no que se refere a conclusão das obras da Transposição do São Francisco, nos suprindo com água, ninguém conterá mais o desenvolvimento do nosso querido Nordeste.